sábado, 12 de julho de 2008

Não se pode acertar sempre...


Eu sempre soube que não se pode acertar sempre. E eu também nunca soube ignorar os sentimentos. Isso já me trouxe conseqüências dolorosas, mas nesse caso, a dor se torna bem mais atraente pra mim do que a covardia da ilusão. Melhor um não do que um talvez. Melhor uma verdade declaradamente doída do que uma mentira "morna"...

Acho mais confortável pensar assim, mas talvez seja errado... Talvez as pessoas "contidas" não se exponham tanto e vivam "melhor"... Quem sabe, né?!


"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:

- E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

*Clarice Lispector*


8 comentários:

  1. Pura verdade! Ninguém acerta sempre. Somos feitos de erros e acertos, mas podemos corrigir ou pelo menos tentar corrigir nossos erros,não é mesmo? Bela citação da Clarice. Bjs e boa semana!

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  2. Eu de certa forma escrevi sobre isso.
    Eu tb prefiro receber logo o "não", a ficar esperando, esperando e ficar no "talvez".
    E será que quem nao se expoe vive melhor? Acho q nao... cada um tem sua forma de sofrimento...

    Boa semana
    ;***

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  3. Eu também prefiro a verdade nua e crua, minha cara amiga... Não gosto de ficar só ali pelas beiradas, com medo de descobrir o que vem pela frente.
    Adoro teus posts.
    BeijoO.

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  4. Ai que isso serviu pra mim!!!! husahuahsuhaus Clarice disse tudo!
    Mas ainda assim o medo de levar o não me impede de "andar" ai, ai. beijos

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  5. Olá amiga blogueira!

    Eu também sempre optei por viver - seja o que for - a ser morna. Sabe aquele tipo blase? de certa forma, me incomoda...

    Mas como apreciadora da filosofia oriental, vivo um dilema, pois sei que o ideal é encontrar um equilíbrio nas atitudes. Um meio termo que me permita ousar sem me expor demais.
    Utopia? Espero que não...

    Ah - o diálogo da fila foi real sim...
    Bjs e ótima semana para você nesta terra linda!

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  6. Eu sempre admirei quem não teme os sentimentos. Em especial aqueles mais difíceis, como a dor por exemplo. Eu também acho que muita gente guarda o que sente por medo e depois vive o resto dos dias amargando aquilo. Se perguntando como poderia ter sido, mas não foi. Coisas desse tipo. Tenho pena de gente assim. Não quero ser assim.
    Beijãozão, menina.

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  7. Passei aqui...
    é bem o estilo da Clarice de escrever... Gosto dela!
    Abração...

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  8. Oi Dora!

    Concordo e discordo de você. Mas não estranhe, nesse assunto eu sou uma verdadeira contradição. Algumas vezes, prefiro me reservar para não me magoar. Nas outras, me entrego sem medo de ser feliz. Tudo varia de acordo com os meus sentimentos e vontades momentâneas.
    O importante é jamais deixar de tentar ser feliz, mesmo que a gente erre e se machuque.

    Adooooooooro esse texto de Clarice Lispector! É perfeito!

    Beijos

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